O primeiro post
Tudo tem um começo, neam?.
por Duda 23/03/2025
É um fim de tarde de domingo. A luz do Sol entra pela janela a qual está atrás de mim enquanto escrevo este post. Sinto que deveria fazer outras coisas hoje, mas meio que o Dudalog tá sendo o meu projetinho por ora e acabei hiperfocando. É pela vontade de fazer parte deste canto da Internet, um suspiro da expressão de diversas criatividades distante do domínio colonizador das big-techs, de suas padronizações, imposições e robôs, que vem me motivando.
Passei as últimas semanas, durante meu tempo livre, passeando por alguns sites daqui do Neocities. Sites brasileiros e alguns sites gringos da home page, mas principalmente os sites brasileiros. Hora ou outra, trabalhava no que está sendo o meu próprio. Cheguei a fazer minha conta aqui e tive de fazer o tutorial. Usei da minha bagagem pra ir um pouco além e ter um placeholder minimamente personalizado, ainda que bobinho. O que podemos dizer que foi a primeira versão do Dudalog foi uma página rosa, encabeçada pelo nome do site, contendo uma mensagem em inglês e português informando que o mesmo estava em construção. Pelo tutorial, acabei me sentindo na obrigação de fazer uma lista com links “just because the cute little cat is asking me to write one”. Cada uma ia pra uma música diferente no YouTube. Por fim, o “hosted by Neocities”, que já vem nos arquivos do site, e um “thank you, john neocities”. Algo não muito diferente de uma página perdida no fim dos anos 90. Mas eu já codava o projeto de verdade naquele meio tempo. Conheci um tal de Astro e decidi que geraria o blog por ali. Mas falo outra hora das tecnicidades desse meu site numa página que alguns colegas daqui chamam de “colofão”.
Certo, mas quem é Duda? Nascido sob céus de gêmeos em algum ano próximo à virada do milênio, sou uma pessoa ele/dele (português) they/them (english). O apelido vem do nome de verdade, o qual aderi porque gostei do quão neutro ele é. Há as Duda, os Duda e les Duda. Sou brasileiro e gaúcho com um sotaque portoalegrense característico. Trabalho hoje como desenvolvedor em alguma firma qualquer. Este meu background certamente é algo que me facilitou a subir este humilde site. Eu venho tentando ser uma pessoa mais sociável e viver a vida sem devocioná-la às telas. Nos meus passeios pelos cantos do Neocities brasileiro, encontrei um pessoal que bate no peito pra dizer que é antisocial e cronicamente online. Talvez na minha adolescência eu tenha sido assim também, mas não foi algo muito legal de se ser, definitivamente. Tenho meus gostos pra música, literatura, videogames e demais artes. Isso inclui um apreço pela música alternativa (pop alternativo, rock alternativo, indie) e por uns livros que eu encontro por aí. Mas, definitivamente, não me considero um “gueimer”. Isso não quer dizer que eu não vá falar de jogos aqui. Principalmente, de corrida. Afinal, outro interesse meu é por carros.
Esse site tem só duas cores. A princípio, não seria assim. Eu tinha trabalhado em um design moderninho baseado em escalas de cinza e uma combinação de fontes relativamente renomadas do Google Fonts. Mas o interesse pela Web 1.0, algo que une boa parte dos sites daqui do Neo, me fez repensar o conceito. Entre uma estética neobrutalista e algo mais pixelado, uni os dois mundos. Dessa forma, uma das inspirações acabou sendo as telas de celulares monocromáticas, que eram bem comuns até a metade dos anos 2000. Ter encontrado fontes pixeladas interessantes no Google Fonts foi um alento. Dali, peguei meu arquivo do Figma com a ideia original, o qual estava largado desde meados de junho de ‘24, e retrabalhei-o com a nova estilização. Esse site nem ia ser laranja. A primeira cor que pensei de fundo foi um bege, mas aí experimentei com um rosa meio avermelhado (minha cor favorita), e ficou assim por um bom tempo. Só que hoje mesmo eu optei pela cor de agora, o que vai mais ao encontro das telas de celulares antigos. Eu receio que algumas fontes daqui tenham uma legibilidade ruim, mas não quero abandonar o conceito agora.
Falando em celulares, o Dudalog é responsivo. Acho que, a essa altura da carreira, eu não me perdoaria se ele não fosse. Vir da indústria me restringiu a me acostumar com layouts meio “sem graça”, o que acabou refletindo aqui. Mas quem sabe, outro dia, eu não dê um toque nele e faça algo mais interessante? Por ora, vamos partir do simples, consolidar o site como um hobby meu, e alçar vôos maiores quando sairmos do chão.
Tô com ideias. Tenho funcionalidades pra implementar aqui ainda. Eu quero postar músicas que eu gosto, criar uma conta no status.cafe e integrá-la com o site, pra ter um microblogging (algo que eu não tenho desde que saí do Tuíter há uns dois anos), um seletor de temas (afinal, um tema escuro é bem vindo pra muita gente) e uma página de sobre, de forma a substituir este primeiro post aqui. Um seletor de idiomas (português/inglês) é algo que também tá na pipeline.
Esse texto tá muito formal? Gente, me desculpa. Mas acho que é normal eu começar assim.